sábado, 10 de agosto de 2013

Microempreendedor pode financiar casa própria como pessoa física?

Microeempreendedor pode financiar com pessoa 

física?

O movimento de alta nas taxas de juro básicas da economia ainda não chegou ao financiamento imobiliário. As taxas praticadas nesta modalidade de crédito continuam ao redor de 8% (em alguns casos até um pouco abaixo) para os financiamentos da carteira do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) que financia imóveis até R$ 500 mil.
Isso ocorre porque a concorrência neste tipo de crédito está muito alta. Apreensivos com a deterioração das condições econômicas internas, os bancos preferem reduzir sua exposição ao risco de empréstimos sem garantia e, por isso, estão direcionando seus recursos às carteiras imobiliárias.

Além do imóvel como garantia, nesses financiamentos, a entrada gira em torno de 40% e nunca fica abaixo de 20%, ou seja, um risco menor de inadimplência. Por fim, trata-se de uma carteira em que o banco estabelece um relacionamento de longo prazo com o cliente, pois o financiamento pode chegar a 30 anos.

Mas financiar imóveis para micro e pequenas empresas ainda não está no radar dos bancos. Segundo fontes que acompanham esse mercado, emprestar para a pessoa física tem um risco menor do que para pessoa jurídica.

Mas se você é micro e pequeno empresário pode financiar sua casa própria como pessoa física. A diferença em relação aos assalariados é que seu comprovante de renda será a Declaração do Imposto de Renda ou a declaração do contador informando seu Pró-Labore (veja vídeo).
Mas, antes de entrar num financiamento de tão longo prazo é fundamental você avaliar como anda a saúde financeira de seu empreendimento. Isso porque será com esses recursos que você vai contar para pagar as prestações de seu financiamento imobiliário.


Mara Luquet

Jornal o Globo Julho/2013

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Mercado imobiliário: Metro quadrado tem alta 6,1%

Mercado imobiliário: Metro quadrado tem alta
Nos primeiros seis meses do ano preço médio do metro quadrado registra alta de 6,1%
Já afirmamos isso neste espaço, mas nunca é demais: definitivamente, a crise passou para o mercado imobiliário. Informamos também que a construção voltou ao ritmo de 2011, que os estoques vêm tendo bom escoamento, que os lançamentos têm boa receptividade e, claro, que os preços não estão mais tão altos.
Mas, mesmo com pequenas altas, o setor não se deixa abalar e nem por isso corre o risco de uma bolha. Em recente levantamento, elaborado pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisa Econômica) e pela Zap Imóveis, verificou-se que o preço do metro quadrado em 16 cidades teve uma alta média de 6,1% nos primeiros seis meses deste ano. Mas ficou abaixo da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que foi de 3,15% no acumulado do ano. Nos últimos 12 meses, a alta do metro quadrado foi de 11,6%.

Apesar da alta, os preços, que tiveram queda entre os últimos meses de 2012 e os primeiros deste ano, não estão exorbitantes. Dentre as cidades pesquisadas, Curitiba e Rio de Janeiro foram as que apresentaram maiores índices, 14,3% e 7,7%, respectivamente.
Em valores, a média nacional do metro quadrado é de R$ 6.824, em junho. Nesse sentido, o Rio de Janeiro tem o metro quadrado mais caro, R$ 9.285, com Brasília em segundo lugar, R$ 8.381. São Paulo fica em terceiro lugar, R$ 7.268. A alta na Capital, em seis meses, foi de 5,9% e de 13,9% no ano.